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Observatório Pierre Auger

 

"Necessitávamos uma região ampla e escura, mas também o respaldo ao projeto". “Essa é uma das razões pelas quais nós queremos fazer nosso experimento em Mendoza, que tem céus muito claros". “O Projeto Pierre Auger de Mendoza é um grande exemplo daquilo que os homens podem fazer. Estes buscadores de partículas são também resultado da curiosidade humana e demonstram algumas das coisas que a ciência pode fazer pelo homem. Isto é a ciência, um nexo entre a natureza e o homem.”

Dr. James W. Cronin
(Univ. de Chicago, Estados Unidos)
Diretor emérito do Projeto Pierre Auger
Prêmio Nobel de Física 

 


O Observatório Pierre Auger está situado na cidade de Malargüe, 422 km. ao sul da Cidade de Mendoza.

Em novembro de 1995, a UNESCO escolheu a Argentina como a sede sul do projeto. Uma das razões foi o fato de a região conhecida como Pampa Amarilla, em Malargüe, ser uma planície que, além de permitir a instalação dos tanques detectores em uma ampla zona, se encontra a uma grande altura sobre o nível do mar, proporcionando um céu limpo que permite detectar as partículas com mais facilidade do que em outras regiões. Além do mais a infra-estrutura do lugar e o apóio do governo e cientistas, tanto a nível nacional como provincial, foram determinantes na hora de escolher a Argentina.

O empreendimento é o único no mundo projetado para estudar a origem e o porquê dos raios cósmicos, o que permitirá entender melhor o processo da criação do universo.

O observatório do hemisfério norte será montado em Utah, Estados Unidos.

É um empreendimento conjunto de mais de 20 países, no qual colaboram cerca de 250 cientistas de mais de 30 instituições, com a finalidade de detectar partículas subatômicas que provêm do espaço exterior denominadas raios cósmicos. Alguns destes raios têm energias tão altas que, de acordo com o conhecimento atual, não poderiam existir no universo. A energia em uma destas partículas é cem milhões de vezes superior à que se pode outorgar a uma partícula subatômica nos mais potentes aceleradores construídos até hoje. Estima-se que em um século somente uma dessas partículas chega a cada km² da superfície da Terra, de maneira que sua detecção é extremamente difícil.

 

 

 

Por isso é que o observatório consiste de uma rede de 1.600 detectores, construídos no edifício de Malargüe e separados 1,5 km entre si; cobrindo uma superfície total de 3.000 km2, 20 vezes a superfície de Paris. A rede de detectores de superfície se complementa com um conjunto de 24 telescópios de alta sensibilidade.
Os detectores consistem em grandes tanques cilíndricos fechados, de aproximadamente 3,5 mts. de diâmetro e mais de 1,5 mts. de altura, que contêm uma bolsa também cilíndrica de polietileno, fabricada no lugar por estudantes locais que seguem as diretrizes da Universidade de Colorado. Esta bolsa está cheia de 12.000 litros de água ultra pura na qual a partícula deixa seu rasto. Cada tanque é independente e opera com energia solar. Os instrumentos de cada detector medem o número de partículas que passam por elas. As partículas da cascata produzida por um raio cósmico de alta energia atingem vários detectores quase ao mesmo tempo. Quando as partículas chocam com uma estação, um computador se comunica por rádio com estações vizinhas para decidir se as partículas são parte de uma cascata. Se for assim, a informação da cascata é transmitida por rádio a um centro de coleta de dados. Neste centro, os computadores combinam as características das partículas e seu tempo de chegada a cada estação para determinar a direção e a energia do raio cósmico original que deu lugar à cascata.

O custo total do projeto é de aproximadamente 100 milhões de dólares e mantê-lo custa aproximadamente 2,5 milhões por ano. A província de Mendoza, Argentina, Brasil, França, Alemanha, Itália, México e os Estados Unidos são os que mais contribuem economicamente ao projeto.

A colaboração argentina está a cargo da construção de 500 detectores de superfície, sua eletrônica, as caixas de baterias e as estruturas de sujeição dos painéis solares; os edifícios, torres de telecomunicações e antenas de cada detector; as bolsas internas dos mesmos e a água ultra pura que alojam; a instalação dos detectores, a cartografia e desenvolvimento da instalação. Coopera com a colocação em funcionamento do instrumental, incluindo a eletrônica dos telescópios e detectores, com o gerenciamento do projeto e do observatório, e será a principal encarregada da operação e manutenção do observatório durante os 20 anos calculados de funcionamento. Junto com o Brasil, está a cargo do programa de análise de dados e está construindo um centro de armazenamento de dados no Centro Atômico Constituintes, além de realizar um programa de capacitação de cientistas e engenheiros jovens.

Calcula-se que, em um período de aproximadamente 10 anos, o projeto Auger terá registrado mais de 600 raios cósmicos de energia maior que 1020eV, número possivelmente suficiente para individualizar as fontes que se devem originar em regiões bem localizadas do universo.

No edifício são feitas, ademais, tarefas de divulgação. Está equipado com moderno equipamento para projeção de audiovisuais e vídeo calculando-se que, por ano, uns 5.000 visitantes percorrem as instalações, guiados por um especialista que comenta a finalidade e importância do observatório.

A condução do empreendimento está a cargo de James Cronin, da Universidade de Chicago, prêmio Nobel de Física de 1980. Diretor Emérito; Alan Watson, Universidade de Leeds, Reino Unido; e Hans Bluemer Universidade de Karlsruhe, Alemanha.

 

Fonte: Observatório Pierre Auger



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7razones

ubicacion estrategica
bajos costos
tierras sin contaminacion
zona libre de conflictos
solvencia fiscal
calidad de vida


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